segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Todo Adulto Gay Foi Uma Criança Gay

Acho deveras patético o fato de ainda existir julgamentos tão ferrenhos na nossa atual sociedade quando acontece em notar que uma criança emite sinais de que possa vir a ter uma sexualidade diferenciada da que é considerada "normal". Falo isso por, tanto ter sentido na pele, quanto por observar em vários casos que, sempre existe gente que tem a errada opinião de achar que quem demonstra logo cedo que é gay que isso possa vir a ser "safadeza", "desvio", "influência" e deva ser rapidamente corrigido, enquanto o contrário por vezes é bastante incentivado. Ou você nunca ouviu algum pai dizendo que o filho tem que aprender a ser cabra macho? E nisso já insistindo para que o garoto olhe para as meninas de uma forma sexualizada, tentando incutir em suas mentes ainda não formadas o que eles acham que é certo e o que é errado nesse assunto, mesmo estando totalmente equivocados em pensar que seus filhos serão melhores ou piores por conta desse mero detalhe que é ser gay, já que caráter e personalidade independem disso.

Outro fator gritante do preconceito vem a ser quando famílias apoiam e tratam o caso de ter um filho (a) homossexual com bastante naturalidade e mesmo assim as pessoas ficarem chocadas com isso. Até mesmo acusando esses pais de estarem os incentivado a serem dessa forma. Sobre isso temos o famoso exemplo do casal Brangelina, que vivem recebendo críticas por criarem a sua Shiloh da forma mais espontânea possível, já que a menina parece ter apreço à vestimentas masculinas e eles não fazem nenhum alarde sobre o fato, sabendo respeitar a filha desde pequena.

O fato da criança se identificar mais com um lado do que com o outro é algo bastante corriqueiro, mas que parece surtir um efeito polêmico sem razão nas pessoas, mesmo essas dizendo que não são preconceituosas, porém são da opinião que o casal está criando a menina de forma errada??!!!???? Como assim? A forma certa é castigar? Esconder? Obrigar? Bater? Se envergonhar? Estamos na Idade da Pedra? É isso? A sexualidade que a garota exercerá em seu futuro deverá ser de preocupação apenas dela, não de seus pais ou outros. Eles tem é a obrigação de amá-la incondicionalmente, não podá-la por conta disso.

Estou falando sobre isso nesse post porque encontrei um texto maravilhoso no blog Minoria é a Mãe.
Post esse que versa sobre Amelia, mãe de um menino de 06 anos que está totalmente apaixonado pelo Blaine do seriado Glee. Resolvi reproduzi-lo na íntegra para vocês por achar que a forma com a qual essa mãe trata o sentimento de seu filhote pelo personagem televisivo venha a ser uma grande lição para quem ainda é tão pequeno, egoísta e mesquinho em sua forma de pensar, agir e ver o mundo em sua volta.


Foto: Reprodução


Todo Adulto Gay Foi Uma Criança Gay


“Meu filho mais velho tem seis anos e está apaixonado pela primeira vez. Ele está apaixonado pelo Blaine de Glee.

Para quem não sabe, Blaine é um garoto… um garoto gay, namorado de um dos personagens principais, Kurt.

Não é um amor do tipo “ele acha o Blaine muito maneiro”. É do tipo de amor em que ele devaneia olhando para uma foto de Blaine por meia hora seguido por um ávido “ele é tão lindo”.

Ele adora o episódio em que os dois meninos se beijam. Meu filho chama as pessoas que estão em outros cômodos pra ter certeza de que não perderão "sua parte favorita”. Ele volta o video e assiste de novo… e obriga os outros a fazerem o mesmo, se achar que as pessoas não prestaram atenção suficiente.

Essa obsessão não preocupa a mim e a seu pai. Nós vivemos em uma vizinhança liberal, muitos de nossas amigos são gays e a ideia de ter um filho gay não é algo que nos preocupa. Nosso filho vai ser quem ele é, e amá-lo é nosso dever. Ponto final.

E também, ele tem seis anos. Crianças nessa idade ficam obcecadas com todo tipo de coisa. Isso pode não significar nada. Nós sempre brincamos que ou ele é gay ou nós temos a melhor chantagem na história da humanidade quando ele tiver 16 anos e for hétero.

E então, dia desses estávamos viajando para outra cidade ouvindo (é claro) o CD dos Warblers, e no meio da música Candles, meu filho, do banco de trás, fala:

“Mamãe, Kurt e Blaine são namorados.”
“São sim,” eu confirmo.
"Eles não gostam de beijar meninas. Eles só beijam meninos.”
“É verdade.”
“Mamãe, eles são iguais a mim.”
“Isso é ótimo, querido. Você sabe que eu te amo de qualquer forma?”
“Eu sei…” Eu podia ouví-lo rolando os olhos pra mim.

Quando chegamos em casa, eu contei da conversa para o pai dele, e nós simplesmente olhamos um nos olhos do outro por um momento. E então, sorrimos.

“Então se aos 16 anos ele quiser fazer o grande anúncio na mesa de jantar, poderemos dizer ‘Você disse isso pra gente quando tinha 6 anos. Passe as cenouras’ e ele ficará decepcionado por roubarmos o grande momento dramático dele’, meu marido diz rindo e me abraça.

Só o tempo dirá se meu filho é gay, mas se for, estou feliz que ele seja meu. Eu estou feliz que ele tenha nascido na nossa família. Uma família cheia de pessoas que o amarão e o aceitarão. Pessoas que jamais vão querer que ele mude. Com pais que não veem a hora de dançarem no casamento dele.

E eu tenho que admitir, Blaine seria realmente um genro fofo.”

(postado em 15/08/11, original aqui)

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“São duas e meia da manhã e eu estou olhando para a tela do computador. Dentro de cerca de quatro horas eu preciso estar acordada pra levar meu filho pra escola e ir pro trabalho. Ao invés disso, estou quebrando a cabeça tentando descobrir o que dizer para um adolescente cujos pais estão fazendo de sua vida um inferno.

Minha vida não foi sempre assim.

Eu escrevi o que eu achava que era uma pequena história fofa e inocente sobre meu filho mais velho e seu amor por um personagem de um programa popular de televisão, e como isso acabou o levando a me contar que ele queria beijar meninos e não meninas. Eu, ingenuamente, coloquei isso na Internet, pensando que talvez alguns fãs da série ou do ator achariam fofo também.

12 horas depois, essa história foi “curtida” e reblogada mais de 20 mil vez.
24 horas depois, foi colocada na página inicial do Out.com.
36 horas depois, Dan Savage estava blogando sobre ela.
48 depois, o Trevor Project posta sobre ela no Facebook.

Foi impressionante. Mais que isso, foi de quebrar o coração. Por causa de toda a exposição, vieram comentários e uma caixa de entrada cheia.

Eu consigo lidar com comentários negativos. Pessoas dizem que meu filho é muito novo para assistir à série. Que eu não deveria estar escrevendo sobre meu filho sendo ele tão novo. Que minhas piadas são ruins. Eu consigo olhar pra tudo isso imparcialmente e concordar que eles tem alguma razão (ainda que eu nem sempre concorde).

O que eu não consigo lidar é com centenas de pessoas dizendo que gostariam que eu fosse a mãe deles. Centenas de pessoas me dizendo que eu mereço prêmios. E, pior, pessoas dizendo que eu sou uma mãe perfeita.

Eu simplesmente não sou tão legal assim.

Eu me esforço pra ser uma boa mãe, mas eu não estou nem entre as 25 melhores mães que conheço. Eu sou aquela mãe que fala irritantemente alto. Eu nunca nem tentei ler um livro sobre bebês. Eu danço ska com meu marido no meio de lojas quando estou entediada e faço meus filhos desejarem morrer de tanta vergonha. E isso é só o começo.

Mas aí estão todas essas pessoas online dizendo quão boa eu sou. E o que eu fiz? Eu disse que amava meu filho incondicionalmente. Isso é algo tão raro que as pessoas precisam parar pra falar sobre? Eu não pensava assim, mas agora começo a me perguntar.

Porque a parte que realmente quebra meu coração são as mensagens na minha caixa de entrada. Aquelas que vêm de crianças cujos pais evidentemente falharam na parte mais importante de ser pai ou mãe: de fato amar seu filho. Os comentários são simples e devastadores, e quase sempre terminam da mesma forma: me agradecendo por amar meu próprio filho.

Eu respondo a todos, no escritório enquanto deveria estar trabalhando, e tarde da noite no sofá quando eu deveria ter ido dormir há horas. Não responder não é uma opção para mim. Eu preciso fazê-lo. Eu preciso que essas crianças saibam que eu li suas palavras. Que eles merecem o melhor. Que eles significam algo pra mim.

Não é tudo ruim. Um garoto de 14 anos me disse que acabou de sair do armário para os pais. Eu respondi parabenizando-o e perguntei como foi. E então eu sentei, ansiosa, esperando que ele respondesse, e ele apareceu um minuto depois dizendo que “tudo correu muito bem!”.

Mas infelizmente, os comentários que me fazem sorrir e rir são uma minoria. A maioria deles são como o que eu estou vendo nesse momento. Uma criança de coração partido que deseja desesperadamente que sua mãe pare de lhe dizer coisas horríveis. Um menino que deseja que sua mãe ainda o ame.

Eu vou achar alguma coisa pra dizer pra ele, mas eu sei que não vai ser o suficiente.

Eu quero viver em um mundo onde aquela histórinha boba que eu escrevi não tem nada de especial, é apenas uma bobagem sobre um garotinho e seu amor por um garoto de blazer.”

(postado em agosto, original aqui)

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“No dia 16 de agosto eu aprendi o significado de “viral”.

Eu escrevi um texto sobre meu filho mais velho e seu amor por um popular personagem gay da televisão, o Blaine de Glee, e como sua paixonite o levou a me contar que ele queria beijar garotos e não garotas. Eu, ingenuamente, postei isso em meu blog, achando que alguns fãs da série achariam fofo.

Dentro de 24 horas ele havia sido repostado e “curtido” mais de 30 mil vezes no site do blog. Não demorou muito até que as mensagens começassem a lotar a caixa de entrada, outros sites começarem a postar e as pessoas a comentarem. A recepção pela esmagadora maioria foi positiva. O que eu pensei que era uma simples história sobre meu filho e minha família claramente tocou fundo em muitas pessoas.

Também deixou muitas pessoas desconfortáveis. Das críticas, a mais comum é que meu filho tem seis anos de idade e não sabe nada sobre sexo. Ainda que eu tenha certeza de que isso não diz nada de definitivo a respeito da orientação sexual do meu filho, eu rejeito a ideia de que ser gay diz respeito apenas a atos sexuais. Nossas emoções e sentimentos, nossas atrações e compulsões, tudo contribui, não apenas as partes do nosso corpo. Se meu filho estivesse apaixonado pela atriz principal de iCarly, eu duvido que as pessoas diriam que ele é muito jovem pra ter sentimentos sexuais por uma garota. Eu acredito que pensariam que é apenas uma paixonite inocente de menino, o que é exatamente o que isso é. Além disso, pra cada comentário que eu lia dizendo que meu filho era muito novo, havia vários outros de adultos dizendo “eu também sabia quando era pequeno”.

Isso tudo me fez pensar e depois de um tempo eu comcei a sentir como se eu soubesse um grande segredo que não deveria de maneira alguma ser um segredo: todo adulto gay foi uma criança gay. Não é como se todas as crianças começassem héteros até que algum tempo depois alguém ligasse o “botão gay”.

As palavras horríveis e cheias de ódio das Michelle Bachmann da vida são levadas a um novo nível de repugnância quando as imaginamos sendo gritadas a um grupo de crianças na pré-escola ou primeira série. Eles são anti-naturais. Eles são pecadores. Eles vão pro inferno. Eles são sujos, errados e doentes.

Essas pessoas diriam para o meu garotinho inocente (que no momento quer ser um bombeiro-ninja quando crescer) que ele é a maior ameaça existente para a família americana… porque ele quer beijar meninos e não meninas.

A realidade é que eles estão enfiando essas palavras de ignorância e ódio na cabeça de crianças gays todos os dias. E essas crianças estão ouvindo isso. Eu sei porque muitas dessas crianças agora estão me escrevendo. Crianças de 14 anos me mandaram mensagens. Tantas delas são crianças assustadas, que obviamente não escolheram isso pra si mesmas, vivendo com medo de que suas famílias descubram porque sabem o que seu pai e sua mãe vão dizer. E eles me dizem que gostariam que eu fosse a mãe deles.

Eu quero deixar toda essa conversa, todas essas mentiras, todo esse ódio, longe dessas crianças. Claro, há um problema inerente nisso. Nós não podemos saber quem são as crianças gays só de olhar, e comportamento não é um indicador preciso (algumas meninas héteros são “moleques” e alguns meninos gays adoram brincar de carrinho). A única maneira de saber a orientação sexual de alguém é a pessoa nos contando, o que para alguns não acontece até a vida adulta.

Então, a solução é óbvia pra mim. Manter isso longe de todas as nossas crianças. É minha responsabilidade como mãe, como ser humano, levantar e dizer “basta”. Não, você não pode dizer essas coisas na frente dos meus filhos, a menos que você queira lidar comigo. Porque eu não vou permitir que nenhum dos meus filhos seja maldosmente atacado sem que eu os defenda. Eles nunca terão que duvidar sequer por um segundo pelo quê seus pais lutam, e nunca terão que viver com medo de quem são.

Porque desde 16 de agosto, eu aprendi que ódio é o vírus com qual temos que nos preocupar.”

(postado em 03/10/11, original aqui - ênfases minhas).

Fonte


33 comentários:

Davina disse...

ual!! adorei!! Parabéns Alê!! bárbaro esse post!!

manfarita disse...

Mãe é mãe, essa é mãe de verdade, em todos os sentidos lindos da palavra!
Tenho dois meninos, e em casa, sempre falamos que quando eles crescerem e nos arrumarem noras ou genros, só esperamos que sejam bons!
Na minha humilde opinião de heterossexual, quem tem muita raiva, ou problema com a homossexualidade alheia, ou tem problemas com a sua, ou simplesmente morre de inveja de quem descobriu e é feliz como é.
Parabéns pela postagem
Beijos
Paula

Anônimo disse...

Cheguei a chorar com os textos. Sério! =]

Alee - coletandodias.blogspot.com disse...

gays são gays desde sempre. Trabalho com ensino fundamental e temos criaças gays aos montes e isso não tem nada a ver com ato sexual. Elas são gays, elas sentem e se expressam diferente.
Pra voces terem uma ideia, tenho um aluno, que leciono pra ele ja faz 3 anos, ele é surdo-mudo e gay. Tô citando esse ultimo caso porque tem gente que ainda acredita em influencia e no caso dele a convivencia com pessoas fora da familia é muito restrita.

Dan disse...

olha ale, me assusta o tanto de precocneito e ignorancia que tanta gente tem ainda...prefiro acreditar que é ignorancia mesmo, pq aí tem solução... por isso, qdo me deparo com um texto desse, nao dá pra nao ficar emocionada!!
hj mesmo, no petiscos, vi um texto que falava do brad pitt, e uma pessoa começou a falar que ele e angelina nao sao bons pq sao ateus, nao tem deus no coraçao...(ohhh god!!!!!)

olha, pois se fazer tudo oq eles fazem pelos outros seres humanos, e essa criaçao q eles dao aos filhos dele é ser ruim... já naos ei mais nada nessa vida!!!

parabens pelo post!

bjos

Anônimo disse...

Educar é uma tarefa difícil...
Tento não julgar pais e mães, afinal eles fazem o que podem e o que julgam ser o melhor a fazer.
Seja apoiando ou não, a vida nos faz fortes e se esse apoio não está em casa, por mais triste q isso possa ser, acredito eu que ninguem vá morrer por isso.

Tive uma educação severa, minha mãe vivia nos dizendo que homem só serve pra usar as mulheres como PRIVADA, e depois nos abandona.

E sabe de uma coisa?? Nem por isso me frustrei sexualmente nem afetivamente. Gozei maravilhosamente desde minha primeira relação e sabia que o problema não era comigo, ou por ser mulher ou o que for.Amo e sou amada.

Acredito q culpar ou julgar nossos pais é mais fácil do que assumir que a gente mesmo não consegue lidar com nossa vida, sexualidade, prazer, relacionamentos, o que for.

Serei mãe e vou fazer O QUE PUDER para fazer meus filhos felizes, mas não posso garantir a felicidade de ninguem, nem a sua aceitação no mundo.

"O que não mata fortalece." É meu lema.

E só pra finalizar adorei o texto da moça dos EUA.
Abraços, Fabi

Anônimo disse...

Nojento!
A sociedade podre que odeia os gays são a mesma que fingem q os amam. Retrato da hipocrisia, gay sofre pra caralho, incentivar alguém a ser gay é cruel, coisa de gente sem coração.
É lindo, só na ficção, na prática, todo gay é fudido.

Anônimo disse...

Deu preguiça de ler...

Bianca Ladyhawke disse...

Pena que não é tudo nem todo mundo assim... =(

karyna cavalcante disse...

estou com lagrimas nos olhos, pois tenho dois meninos,e sempre me preocupo em dizer à eles o quanto eu os amo,e o meu principal medo é que os outros possam magoa-los e eu não tenha forças para defendê-los do normal alheio. obrigada por me apresentar um texto tão bonito e inspirador.

Anônimo disse...

Chorei e muito... Como me identifico com essa mãe. Tenho um filho de cinco anos que quer ser uma princesa, que me diz que queria ter nascido menina, que finge ser fadinha. Ele não é estimulado a pensar ou agir dessa maneira, ele é assim. Amo ele demais e vou estar sempre ao lado dele, mas sofro porque sei como a sociedade é.
Nunca vou me esquecer da semana do carnaval da escolinha dele em que as crianças tinham que ir fantasiadas e ele me implorava pra ir vestido da princesa x, com muito custo fiz ele ir de príncipe. Foi horrível ver nos olhinhos dele a decepção, me culpo até hj por não ter bancado o desejo dele. Depois desse dia passei a fazer análise para poder ser uma mãe melhor para meu filho.

Anônimo disse...

"Todo Adulto Gay Foi Uma Criança Gay"

Sim, eu não escolhi gostar de meninos, eu não escolhi ser hostilizado na rua, eu não escolhi sofrer ataques físicos e verbais de pessoas ignorantes. Apenas nasci assim.
Mas uma coisa eu escolhi; erguer a cabeça, seguir em frente e ser feliz.

Vânia disse...

Simplesmente adorei. Nada mais a dizer.

Anônimo disse...

Ninguém escolhe sofrer algum tipo de preconceito, apenas escolhe o que julga melhor para si. o ser humano é fruto do meio em que vive, não adianta falar nada que já nasceu assim ou assado. é um fato, que não é bom nem ruim, é apenas um fato. você se interessou por moda e vive no meio dela, seja por qualquer outro motivo pequeno que te ajudou a chegar nisso... você não está escolhendo sofrer o preconceito de ser fútil por gostar de moda. o mesmo com os gays e o mesmo com qualquer outro adjetivo que "nós" não tenhamos familiaridade. é um saco, sim. mas é normal que aconteça.

Anônimo disse...

Adorei o texto Ale, também acredito que todo adulto gay foi uma criança gay, porque tem crianças que realmente se vê que são gays, o que para mim não tem nenhum problema porque não tenho nada contra gays muito pelo contrario, os adoro.E se um dia eu tiver um filho gay,enquanto mãe agirei como a mãe do post, amando meu filho e o apoiando.Bjs querido.

Anônimo disse...

simplesmente perfeito..... sem mais comentarios....

Kaira disse...

Ai Ale, emocionante...
Para a mãe que aqui afirmou estar fazendo terapia, dá uma olhada em dois posts sobre o assunto que postamos aqui. Esse:
http://www.pimentanoteuerefresco.com.br/2009/07/kim-petras.html

e esse, que tem um vídeo que mostra o drama de uma mãe, muito parecido com o seu:
http://www.pimentanoteuerefresco.com.br/2011/01/novela-acabou-antes-mesmo-de-comecar.html

Bjs!

Lulu disse...

Parabéns pelo post, Ale! Não tem como não se emocionar e tirar o chapéu para essa mãe e também para todas as mães que amam seus filhos incondicionalmente e os aceitam como são, como a mãe que comentou que começou a fazer terapia.

Alessandro disse...

Que bom ver que a maioria dos comentários tem sabido enxergar que ser gay não é opção. Acho que pais que se envergonham e não respeitam seus filhos por conta de sua sexualidade são pessoas que não deveriam nunca procriar, pois parir é amor, então os filhos devem ser sempre amados e não julgados por serem gays. Não existe infuência gay, existe sim pais que sabem respeitar os seus filhos, e isso sim que é prova de amor! Temos que ter vergonha é de pessoas preconceituosas, que julgam apenas o exterior.

lena disse...

Fiquei com lágrimas nos olhos em alguns momentos!!! Textos maravilhosos. Fico tão feliz que existam pessoas que pensam assim. Minha família graças a deus pensa da mesma maneira e criou eu e minhas irmãs com tda liberdade de expressão que merecemos. Minha irmã mais nova, era como a mãe no texto diz "molecona" só usava galocha, só queria brincar de He-man, carrinho e brigava de igual com os meninos. Na escolinha minha mãe ouvia mts comentarios maldosos a respeito dela, mas não mudou em nada nossa educação. Hj minha irmã é uma belíssima mulher e hetero, mas poderia ser uma belíssima mulher gay se esse fosse o caso. Bom, escrevi isso tudo só pra dizer que amei demais esses textos e qdo tiver meus filhos eles serão criados assim tb!....ps: não te deu vontade de ser amigo desse casal?! heheheh

Isabella disse...

Lição de vida!

Camila disse...

Alê, sabe o que eu acho o uó, quando uma mãe para parecer legal ou liberal diz: prefiro que meu filho seja gay do que bandido. ODEIO ouvir isso. Comparação mais infeliz! Quero viver nos tempos em que as pessoas não serão mais definidas por masculino ou feminino, nem negro, branco, pobre ou rico, gordo ou magro Quero viver nos tempos onde TODOS busquem se perguntar, diariamente: Fiz algo de bom a alguém hoje? Aprendi algo novo e útil para meu crescimento? Fui positivo(a) em todos os aspectos? Falei que amo as pessoas mais importantes? Precisamos de EVOLUÇÃO! Urgente!

Aliás. Eu te amo Alê! Obrigada por existir e sempre compartilhar coisas lindas, divertidas que deixam nossos dias bem pra cima.

Lidiane disse...

Camila... eu tenho amigas que dizem que preferem filhos BANDIDOS do que gay, e não há argumentos existentes q eu conheça que consiga usar pra tentar convence-las do contrario... isso é horrível, doloroso e muito ignorante..

Ramón Rodolfo disse...

Apesar de ser um eleitor assíduo do blog, nunca escrevi um comentário. Mas me emocionei muito com esses textos. O que está escrito neles é a mais pura verdade.
..."aprendi que o ódio é o vírus com qual temos que nos preocupar".

Ramón Rodolfo disse...

leitor**

Camilla disse...

Texto inspirador! Meu namorado tem um irmão de 3 anos que diz que é menina, pede biquini ao invés de sunga e já sabe andar de salto! Mas eu não creio que ele seja gay, pois vive dizendo que sou a "mamorada" dele e fica me dando selinhos!

Vivi em uma época mais fácil, em que eu podia ser a moleca que fui na adolescencia sem ninguém dizer nada! Gostar de carrinhos, querer ser o Ninja Jiraya e andar sem camisa de bicicleta na rua com os outros garotos, e ninguém dizer que eu ia ser a "sapatão"! E não sou viu, sou uma hétero bem resolvida e que não tem nada contras os amigos e amigas gays que fazem parte da minha vida!

thais disse...

Nossa sou mae e chorei muito com esse post. Amo esse blog.

Yara Castro disse...

sem palavras... lindíssimo!

Yara Castro disse...

sem palavras... lindíssimo!

Aninha disse...

Admiro o respeito q ela tem pelo filho, não quer enfiar goela abaixo qualquer coisa q seja, nesse caso a opção sexual. Ela está certíssima.

Mas uma coisa me amedronta...as crianças estão pensando nisso muito cedo, a Alice mesmo vive falando de namoradinho, e tem 6 anos. E olha q não deixo ela ficar assistindo programação q não seja para idade dela, só assiste desenho, mas mesmo assim já rola esses papos. Eu tento conversar bastante e ser amiga ao máximo, também vou respeitar sempre meus filhos.

bjs Ale

www.ffash.com.br

Isabela disse...

Lindo Texto!! Não podemos julgar ninguém só porque ele é diferente de nós....todos somos diferentes, e devemos aceitar os outros como são, e principalmente nos aceitar como somos! Me emocionei com o fato de ainda existirem pessoas tão boas no mundo. Hoje em dia é cada vez mais difícil ver alguém fazendo algo bom e bonito por outra pessoa, mesmo sendo filho.

Parabéns Alê!! Adoro os posts que vc faz! =)

nina disse...

Lindo você compartilhar isso. Porque acredito - acredito sim - que no meio de tanta gente de mentalidade tacanha que reproduz a cadeia de dor e de preconceito tem muita gente só vivendo.

Discordo de quem disse que é 'errado incentivar a ser gay'. Não é incentivar ou reprimir, é deixar as pessoas serem quem elas são. Tem algo de errado nisso?

Ou é melhor ver pais, tios, parentes incentivando um menino 'olha lá que menina bonitinha, vai lá mexer com ela?' ou dizendo 'olha, tão novinhos e já namoradinhos' quando vêem um menino e uma menina brincando juntos. Eles estão só brincando. Acho que esse tipo de maldade que a gente vê nas ações infantis são o que realmente tem de mais perverso - porque somos os adultos responsáveis por ajudar a formar a visão de mundo deles. Podemos deixá-los livres, como essa mãe fez, ou incentivar comportamentos machistas, preconceituosos, maldosos...

Eu agradeço a você, Ale, por compartilhar o que essa mãe escreveu. Ainda não tinha lido, e acho que é sim o tipo de coisa que precisa se espalhar. Pelo menos pra fazer as pessoas a repensarem suas escolhas e atitudes.

Alessandro disse...

Nina, também acho um absurdo ler algo como essa de "incentivar a ser gay" quando os pais aceitam e respeitam o filho da forma que ele é. as pessoas parecem gostar que as pessoas vivam mascaradas, né mesmo? adorei super o seu comentário. beijos