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segunda-feira, 25 de março de 2013


Escravos da Moda

Semana passada, durante a edição verão 2014 da "São Paulo Fashion Week", me deparei com comentários nas rede sociais de algumas blogueiras que tinham ido cobrir a semana de moda paulista e reclamavam que estavam trabalhando muito no tal evento!!!??!!!!

Na hora pensei: really bitch? É sério que você reclama por estar dando pinta para cima e para baixo toda montada na grife, assistindo sentadinha com cara de enjoo (e de perninhas cruzadas pra mostrar o pisante caro) aos desfiles de modas, ganhando brindes ( e muitas vezes um bom cachê), dando entrevistas e fotografando, etc., e ainda assim acha que está trabalhando por demais?

Então me diga como se sente a servente, que deve acordar de madrugada todo dia, pegar não sei quantas conduções e trabalhar 8,9,10 horas, para limpar esse mesmo espaço onde estavam rolando os tais desfiles? Ou mesmo me fale como se sente no fim do dia uma vendedora de loja, de onde você compra os seus looks baphos, tendo que ficar em pé e de salto alto, atendendo aos clientes chatos, sempre com um sorriso na cara, também por esse mesmo tempo? Então é de se f... ler que alguém como você esbraveje como se esse seu trabalho fosse algo hercúleo, né? Menos, fia...

Não quero dizer que moda não tenha seu valor, pelo contrário. Pois é sabido que realmente existe muita gente trabalhadora envolvida no campo e que rala pra cacete só pra que as pessoas possam desfilar por aí com um modelito da hora. Mas tem gente, como as que citei, que extrapolam o conceito ao querer falar disso como se fosse um trabalho braçal, que exigisse um esforço extra-humano de sua parte. Afinal o trabalho escravo das semanas de moda, e de várias marcas badaladas, fica mesmo é com alguns pobres afortunados, como os bolivianos que ganham uma miséria como pagamento...

Vídeo: TV Folha


Mas puta que pariu para isso tudo, né mesmo, miss fia? Você está mais é preocupada em ser mais uma serelepe desse grande circo. Sendo daquelas pessoas que continuam enaltecendo o conceito de que quem trabalha com moda vem ser uma fútil cabeça de vento, e que se liga mais no glamour da coisa em si do que como o mesmo é feito até chegar em suas esmaltadas mãos. E assim como esse tal de Thiago Pethit, uma nulidade no quesito pensar além do próprio umbigo...

20 comentários:

Anônimo disse...

putzzzz.

Anônimo disse...

Parabéns pela reportagem Alessandro! Eu sou advogada trabalhista e vivencio esta dura realidade dos que trabalham com moda.......de bolivianos ilegais às ditas "estagiárias de moda", que se sujeitam a trabalhar de graça nas grandes empresas de moda, esperando algum dia serem reconhecidas. As pessoas deviam boicotar as marcas que foram envolvidas nesta denúncia, e em tantas outras. Na ZARA por exemplo, eu nunca mais comprei nada. Me recuso a patrocinar uma marca que não tem qualquer respeito pela dignidade humana e se utiliza de mão de obra escrava para vender roupas caríssimas, que tem custo quase zero, pois não pagam tributos e direitos trabalhistas. Bjs,

Ariane disse...

Uau, a Folha surpreendeu nessa matéria!

Anônimo disse...

Sempre apareço, mas nunca comento. Desta vez não posso deixar passar. Alessandro, você está de parabéns!

Fernanda disse...

Gente, como eu gosto desse blog! Ficou muito difícil ver opiniões honestas e inteligentes nos blogs atuais.

Anônimo disse...

Amei a reportagem...parabéns!!!
e tudo o que vc comentou.
:D

Fernanda disse...

Pois é Glorinha, na China pode né? Não sei o que é pior: a opinião rasa de um fútil ou ver alguém inteligente fazer questão de ser tão ignorante.

Roberta Vieira disse...

Excelente reportagem da folha e é também muito bacana de sua parte ampliar a divulgação e a discussão sobre o tema.
Em relação ao trabalho escravo, em minha opinião eu vejo duas atitudes importantes. O caminho mais obvio segue claramente pelo boicote às marcas que empregam trabalho escravo em sua linha de produção. Por outro lado, acho igualmente importante questionarmos nossas atitudes consumistas. Precisamos de tantas roupas e acessórios, de tanta moda e tendência para sermos felizes? Precisamos pagar tão caro por isso? Claro que é importante nos sentir bem consigo mesmos, mas o que realmente somos não é definido pelo que vestimos... E é exatamente esse consumismo exacerbado e inconsequente que deixa a exploração do trabalho escravo tão lucrativa. Vejo constantemente essa critica ao consumismo aqui no blog essa é uma coisa que adoro no Pimenta. Apenas venho parabenizar vocês pela postura crítica e honesta. Beijos!

Alee - coletandodias.blogspot.com disse...

Aiii, Alessandro; Esse é o meu sociólogo do coração!!!!
Ainda bem que tem gente boa igual a ti nessa blogosfera.
Amei esse post, acho que vou usa-lo com meus alunos de Ensino Médio(ele casa certinho com as discussões que temos sobre a Revolução Industrial)

Mag disse...

Excelente post! Super parabéns, Ale! Cansa ver só gente postando looks, quando ninguém realmente se importa com o que acontece nos bastidores e com a nossa indústria também, que em breve pode falir justamente porque na China pode!!!

www.dicasdamag.com.br

Candida disse...

Traduzindo o que esse Thiago petihit falou: f#%#@ o resto do mundo!

Luana disse...

Parabéns pelo post Alessandro.

Gabriela Fortes disse...

Me parece que esse Thiago Pethit não teria capacidade de formular nem uma frase sobre si mesmo.

Marina Schimidt disse...

Fui vendedora em loja quase minha vida toda, e sorrir e ser bacana 24/7 é foda...

O Ministério do Trabalho tem que fechar todas as "jaulas de costura" dessas grandes redes, e dá pra fechar porque eles sabem muito bem onde ficam!!

E na minha casa NUNCA MAIS entra uma peça de roupa da Emme, que eu adorava. Ver criança ser criada presa como mostraram ali? C tá louco.

Thiago Pethit abre a boca e sai bosta cantando, que é o que ele faz pra viver. Imagina se falando sobre os outros ia sair alguma coisa melhor??

claudia lima disse...

Pelamordedeus! esse assunto fica em evidência, mas logo cairá no esquecimento! Esses usurpadores vão arranhar mármore por toda a eternidade!

Anônimo disse...

glorinha calil revelando que não é nada chic

Anne disse...

Parabéns pela iniciativa de divulgação da reportagem! Extremamente infeliz o comentário do Thiago Pethit, por ser um artista, era esperado dele maior sensibilidade. Claramente a posição que ele demonstrou foi completamente errônea, porém não devemos julgar e sim nos alertamos para que não cometamos a mesma hipocrisia por ele demonstrada. Uma das definições de justiça é: dar a cada um aquilo que lhe pertence; o trabalhador deve ser respeitado, ser reconhecido por seu empregador e por toda a sociedade.

Anônimo disse...

parabens ale!!! adoro sua acidez inteligente!!! bjao!!!

Ana Esther disse...

ufa! parabéns por ter usado muito bem as palavras sobre essa questão!
quem faz produção de roupa está longe desse "glamour" idiota.

Maria Vai Casoutras disse...

poisé

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Apimente bem gostoso com o seu comentário, gostando ou não do que foi publicado, mas tente ao menos ser coerente e educado na opinião dada, visse? Eu não sou obrigado a escutar desaforos no meu espaço e te devolvo o baile com gosto de gás! rsrsrsrsrs

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