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sexta-feira, 19 de abril de 2013


Boca no Trombone

Em minhas andanças pelo Feicebúqui dei de cara com essa reportagem de 2007: Porquê o brasileiro não reclama? Como sou daquelas que aprendeu na marra a por a boca no trombone diante dos abusos, li de cabo a rabo! E recomendo a leitura, tanto que estou postando a respeito.



Mas vamos esclarecer: reclamar é diferente de lamuriar. Gente cheia de lamúria ninguém aguenta. Por reclamar, estamos falando de tomar uma atitude diante de algum abuso. Porque é claro que as pessoas ficam de mimimi, mas na hora de arregaçar as mangas é outra história. Seja por medo, por comodismo, por hábito. A reportagem esclarece esse comportamento do ponto de vista de um pesquisador: O brasileiro não tem o hábito de protestar no cotidiano. A corrupção dos políticos, o aumento de impostos, o descaso nos hospitais, as filas imensas nos bancos e a violência diária só levam a população às ruas em circunstâncias excepcionais. Por que isso acontece? A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna.“Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e conseqüentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. “Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence.” 

Teorias à parte, o fato é que pouco se faz efetivamente. E nem estou falando de grandes movimentos não, falo no cotidiano mesmo. Quantas vezes as pessoas sofrem abusos, descaso, e não fazem nada? Vocês sabiam que é prática em hotéis na Europa darem os piores quartos para brasileiros? Justamente porque temos o hábito de não reclamar de nada? E pior, a maioria ainda acha que "tá tudo muito bom"? E quantas vezes você já foi mal atendido em restaurantes e deixou por isso mesmo? Por vergonha de se levantar da mesa e ir embora? Dos outros te verem reclamando? Qual é o problema de se posicionar diante de um mal atendimento?

Sim, eu reclamo em restaurantes quando sou mal atendida, da mesma forma que costumo recompensar o bom atendimento com uma bela gorjeta. Eu reclamo em hotéis quando o quarto que me deram não corresponde ao que foi reservado. E já denunciei uma médica - que me acompanhava há mais de 15 anos - na Unimed por conta de uma prática nada honesta de cobrar por um procedimento que o convênio já havia me garantido e creditado à sujeita. 

E você, reclama de quê? 


7 comentários:

Ashen Lady disse...

Também tem a questão de que não reclamamos e ainda julgamos quem reclama. Questione o preço de um produto no caixa do mercado, por exemplo, as pessoas que estão atrás na fila já vão resmungar e olhar feio, dizer que você tá chorando miséria. Se virem alguém discutindo com um gerente já chamam de barraqueiro. Como se calar e baixar a cabeça fosse o máximo do refinamento e educação.

Anônimo disse...

Acho que esse comportamento vem mudando de alguns anos para cá, mas estou falando regionalmente, sou de SP. O Código do consumidor aos poucos está mudando essa mentalidade. Entretanto, ainda tem muito mimimi, e pouca ação. Posso falar pelo meu trabalho, as pessoas me procuram, querem processar, fazer e acontecer, quando eu digo ok, faremos de tal forma, assine aqui e vamos em frente, muita gente estremece.

Anônimo disse...

Tem gente que diz que colocar um processo trabalhista contra a empresa é colocar a empresa "no pau". Isso é absurdo! Temos o direito de ver se o nosso contrato de trabalho foi corretamente remunerado, e quem examina isso é um Juiz qualificado. Se ele falar que há realmente o que receber, é sinal de que o dinheiro é seu, e vc exerceu o seu direito de cidadão. Segundo recentes estudos, somente quinze por cento em média dos funcionários ajuizam ações trabalhistas, o que motiva os empregadores a continuarem com a política do desrespeito à lei, que é mais vantajosa. Temos de mudar nosso comportamento. Quem deve não teme, e a empresa correta não tem do que temer.

Anônimo disse...

Eu me recuso a pagar o dez por cento das contas de bares e restaurantes, que é comprovadamente ilegal. Vamos fazer uma campanha, pois quem paga o salário do garçom é o restaurante, e o custo já vem embutido no preço.

Danielle disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Danielle disse...

Sou dos Estados Unidos mas moro no Brasil, e esse comprtamento (de deixar de reclamar) é, para mim, uma das coisas mais frustrantes da cultura brasileira. Até escrevi sobre isso no meu blog 2 vezes neste mês. Estou feliz/alíviada de ler que tem gente que concordam comigo. Me sinto menos louca.

Maria Chuteira disse...

brasileiro só reclama da escalação da seleção!

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Apimente bem gostoso com o seu comentário, gostando ou não do que foi publicado, mas tente ao menos ser coerente e educado na opinião dada, visse? Eu não sou obrigado a escutar desaforos no meu espaço e te devolvo o baile com gosto de gás! rsrsrsrsrs

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