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sexta-feira, 28 de junho de 2013


Entendendo o Orgulho

*Estava querendo falar algo sobre o "Dia do Orgulho Gay", que é comemorado hoje, mas relendo esse meu texto, que é de 2011, saquei que não precisaria acrescentar quase nada a ele, pois com a situação atual da tal "cura gay", de Felicianos, Malafaias, Maras nada Maravilha, Joelmas e tantas outras mentes deturpadas, a coisa parece não ter mudado muito desde então, pelo contrário, sofremos foi uma regressão! Então, achei por bem apenas dar um update no post que, apesar de longo, vale a pena ler. Principalmente para aqueles que ainda possuem cabeças e coraçoes de pedra... FELIZ DIA DO ORGULHO GAY!!!!!



Hoje, 28 de Junho, é comemorado no mundo o "Dia do Orgulho Gay" e, eu que faço parte dessa "tchurma" orgulhosa, logicamente, irei me pronunciar sobre tal assunto, já que aqui é também o meu espaço para isso e vejo muita gente tendo uma visão não muito esclarecida sobre tal assunto, questionando o porque da existência de comemorações e "paradas gays" se por outro lado não existem "paradas héteros".

Mas antes desse babado todo, quero muito exemplificar qual o sentido real do que podemos usar como escolhas em nossa vida.

VOCÊ PODE ESCOLHER ENTRE:



Esses acima são alguns dos exemplos de opções pelas quais o ser humano pode passar em seu percurso de vida, mas não se engane achando que você escolhe entre gostar de "popô" ou de "pipiu", pois sua sexualidade já vem agregada ao ser desde que você se compreende por gente. E, com o tempo de maturação, tende pela busca da assimilação ou até a negação da mesma. Mas isso não quer dizer que você vá se tornar hétero só porque assim o decidiu ser ou vice-versa.


Essa negação daquilo que você realmente é irá apenas te transformar numa pessoa infeliz consigo mesma, já que estarás vivendo uma existência que não será nunca a sua, só para satisfazer a sociedade.

Bem, sei que já virou algo um tanto quanto comum na discussão sobre homossexualidade o fato das pessoas que não compreendem totalmente a questão vir esbravejar que elas tem o direito de ter sua própria visão sobre o assunto(a tal democracia de opinião que remete ao preconceito). Porém te pergunto: será que a noção daquilo de que você diz e acredita, deve ter mesmo relevância e certa prioridade sobre a minha? Eu, que exercito uma sexualidade diferenciada da sua, e sei muito bem que não existe nada disso de opção sexual?

Decerto, que você tenha realmente o direito de até chamar o amarelo de verde, se acaso quiseres. Mas porque a teima em não analisar um pouco mais profundamente a opinião de quem vivencia esse campo? Não seria mais interessante do que esse seu "achismo'? Não serviria para ter um mehor entendimento sobre o tema? Já que muita gente ainda insiste que a população gay um dia acordou e resolveu gostar do mesmo sexo por pura safadeza, assim de uma hora para outra. Mesmo que isso, infelizmente, ainda implique em problemas na sua vida social, profissional e familiar. Então, me explique você, que ainda bate o pé na questão, o porque que alguém vai querer escolher ser gay em um mundo que ainda vive em meio a tanto pré-conceito?

Por um outro lado temos homofóbicos ignorantes, enrustidos e etc., que se escondem atrás da palavra de Deus, acusando os homossexuais de não serem dignos de seus braços. Novamente questiono: se assim o fosse, porque então Deus nos teria criado? Será Ele tão sádico a tal ponto? Creio que não. Porque sim, todos somos criaturas Dele. E garanto que você, que fala e comete determinadas atrocidades usando o nome Dele tão à toa, é que nunca terá direito algum de ser considerado seu filho! Já que os ensinamentos do mesmo sempre prega o amor absoluto e não esse ódio idiota, cujo seus falsos seguidores, que costumam fazer Bíbila de desodorante, tentam imprimir na vida em sociedade.


Quanto ao questionamento sobre as tais paradas da diversidade, devo dizer que um dia espero que não se faça mais necessário tais manifestações. Mas, para isso acontecer precisamos antes conquistar nossos direitos em sua plenitude, direitos esses que são iguais ao de qualquer outra pessoa, não queremos nada diferenciado. Pois muitos fazem "discursinho" de se considerarem libertos de preconceitos, mas acham que ainda devamos viver escondidos em guêtos, achando que gay só pode ser o amigo, cabeleireiro, maquiador, decorador, estilista ou o vizinho do lado! Acham, de verdade, que podemos fazer o que quisermos de nossas vidas, desde que façamos isso no escuro total, sem os "puros" olhos da sociedade em cima da gente.Não precisamos, de forma alguma, ter tratamento diferenciado. Até porque, como falei antes, somos iguais em tudo e todos, até mesmo nas coisas ruins. Tanto que, nem todos nós somos engraçados, nem bonzinhos ou temos um bom caráter. Tem gay ladrão, tem gay pedófilo, tem gay assassino, tem gay de tudo quanto é espécie! Assim como existem héteros da mesma forma! E, tanto um quanto o outro, precisam pagar igual por crimes cometidos, sem essa de distinção.


Por isso buscamos, e precisamos com urgência, de educação nesse campo. Para que as pessoas realmente aprendam que aquela menina/menino por gostar de menina/menino não necessita ser tratada/o de uma forma especial por você. Mas ter a consciência que tem o direito de ser tratada da mesma forma que você trata as demais pessoas.Assim como se deve criminalizar sim a homofobia! Pois os números de assassinatos por questão sexual no nosso país continua aumentando de forma aterrorizadora! Você acha realmente justo que homossexuais sejam mortos por mostrarem carinho publicamente, enquanto casais héteros muitas vezes transam embaixo de nossos narizes e ninguém diz nada? Ou até mesmo alguém apanhar até a morte por apenas ter paquerado um não-gay? Me diga se isso acontece entre os héteros? Não, né? Então, não questionemos o motivo de existir das paradas! Pois, ao menos, nesse dia podemos exercer nossa liberdade, sem medo ou vergonha de ser o que somos. E ter orgulho disso, muito orgulho!E, como ainda tem muita gente que desconhece onde teve início as manifestações do orgulho gay, reproduzo abaixo um texto pulicado em junho de 2009 na G Online, que fala sobre a famosa "Rebelião de Stonewall". Rebelião essa que se tornou única por ter sido o primeiro movimento em que os gays resolveram se unir e foram a luta reclamar pela liberdade devida! Pois viver em jaulas só deveria ser admissível para os criminosos de mentes, atos e palavras que ainda insistem em achar que qualquer forma de amor não vale a pena...



Stonewall – 40 anos da rebelião que revolucionou o movimento gay

Na noite de 28 de junho de 1969, há 40 anos, no bairro de Greenwich Village em Nova Iorque, o mais popular bar gay, Stonewall Inn, estava repleto de gays, lésbicas, travestis e drag queens que lamentavam a morte da diva Judy Garland, a eterna Dorothy do filme O mágico de Oz, que estava sendo velada naquele dia. Em meio ao ambiente de comoção, a polícia invadiu o bar naquela noite para mais uma batida de rotina. Inconformados com a repressão policial, os frequentadores do Stonewall Inn lideraram naquela madrugada e nas quatro noites seguidas uma rebelião que resultou no espancamento e prisão de dezenas de manifestantes. Mas resultou também no início do movimento gay nos Estados Unidos e, consequentemente, em todo o mundo.


Inaugurado em 1966, o Stonewall Inn era comandado por Tony Lauria, filho de um mafioso bastante influente chamado Ernie e que comandava parte do Greenwich Village. No livro Stonewall The Riots That Sparked The Gay Revolution, o autor David Carter escreveu de forma clara todos os acontecimentos conectados ao Stonewall Inn. Um desses relatos retrata um dos personagens que ainda é contemporâneo – Harvey Milk e o cientista cristão Craig Rodwell. “Uma noite quando Rod estava cruzando o Washington Square Park, um oficial da polícia deu a ele uma ordem ‘mova-se bicha’, mas ele replicou e então foi preso. Até então Milk era um bancário, e logo os dois começaram a se relacionar”, conta Carter.




Outro personagem marcante de 69 foi o bar tender Tree, um nova iorquino que descobriu em Greenwich Village um porto seguro. Seu lugar preferido era o restaurante Mama’s Chick’N’Rib, onde ele trabalhou até o final do ano de 1950. Foi exatamente neste restaurante que Tree, acompanhado de amigos, viu o motim de Stonewall vir à tona.“Eu estava no Mama’s com amigos, próximo ao bar, quando alguém entrou dizendo que havia uma briga no local, e então, eu e meus amigos decidimos ir e ver o que estava acontecendo. Fomos presos e na manhã seguinte um juiz disse ‘saiam daqui, vocês estão desperdiçando meu tempo’. Voltamos ao bar e formamos um grupo de cerca de 400 integrantes e caminhamos até o Central Park, todas as pessoas que estavam na rua gritavam bichas, gays, abominação, então resolvemos voltar a Greenwich Village”, relata Tree. 




A briga a que Tree se refere começou na madrugada de sábado, 28 de junho de 1969 e é contada por Lisa Richards, Howard Wilmot e Simon Gage no livro Queer. “Às 3 horas da manhã, nove policiais entraram no bar com lanternas acesas e pediram a carteira de identidade das pessoas que estavam no local. Funcionários foram arrastados para fora do bar por estarem comercializando bebida alcoólica sem permissão. Um bar tender, três drag queens, um porteiro e uma lésbica começaram a atirar moedas e garrafas de bebidas contra os policiais. Às 3h30 da manhã, 400 pessoas, dentre gays, lésbicas e drag queens travaram uma batalha contra a polícia.15 minutos depois os policiais prenderam 13 pessoas por acusações que foram de assédio, resistência à prisão e conduta desordenada.”


De acordo com Tree, um dos personagens chaves dessa noite foi a travesti Sylvia Rivera, que tomou as dores de todos os envolvidos e iniciou o confronto com a polícia naquela madrugada. Sobre o episódio, Sylvia relembrou ao jornal The New York Times, em 20 de fevereiro de 2002, ano de sua morte: “Eu não posso perder um minuto disso. É a revolução”. 





Na noite de sábado, 28, por volta das 22h, dezenas de gays estavam reunidos e gritavam “Poder Gay e Liberdade na rua Christopher”. É exatamente no número 51-53 da rua Christopher onde fica o bar Stonewall Inn.

“No domingo 29 de junho, às 2h15 da manhã, a polícia continuou com sua tática armada e fazia uma espécie de batida na Christopher. Mas a multidão de gays continuava a perturbar a tropa, e começou a dispersar pelas ruas estreitas, assim podia cercar os policiais. Dois homens foram espancados e passados 45 minutos a multidão se desfez. Às 4h da manhã três pessoas são presas sob a acusação de assédio e conduta desordenada”, relatam os autores no livro Queer.



Os protestos continuaram na noite de terça-feira, dia 1º de julho, mas o mais sério ataque da polícia contra os manifestantes aconteceu na última noite do motim, na madrugada de quarta-feira, dia 2 de julho.“Foram dias de terrorismo”, relata Willianson Henderson, outro personagem importante da história e fundador da Stonewall Veteran’s Association (SVA), onde acontece mensalmente reuniões em que são discutidos temas pertinentes à comunidade LGBT e seus direitos civis. Quando questionado quais os benefícios que a ONG traz a comunidade, Henderson é categórico: “Ajudamos pessoas portadoras do HIV, além de contribuir diretamente com palestras e esclarecimentos em eventos e escolas”. 




Para o ativista, Stonewall não foi um motim, mas sim uma rebelião. Sobre o que o SVA representa hoje para os jovens gays, ele revela que pelo menos em Nova Iorque esta nova geração sabe o que foi a revolução de 1969. “O movimento daquele ano colaborou para a liberdade de expressão e imprimiu uma voz ativa direta em decisões políticas.” Já o prefeito de Nova Iorque, Ed Koch, enfatiza: “O SVA não é um grupo político, é mais do que isso”.Para o doutorando em Antropologia Social e Cultural no California Institute of Integral Studies, em São Francisco, Rodrigo Gomes Guimarães, houveram muitas conquistas e perdas, inocentes morreram, leis mudaram, e abriu precedentes para novas conquistas da comunidade LGBT. Além disso, a rebelião de 69 inspirou as Paradas do Orgulho Gay, que acontecem em diversos países pelo mundo. “Tudo o que não cumpre a universalidade, como na psicanálise, é negada, normaliza o mesmo credo sobre os movimentos sociais, como a crença de que as pessoas estão, hoje, mais livres, se comparado ao ano de 1969, por exemplo. A história tornou-se a progressão de tempo em que torna cada atrocidade um motor de progresso”, afirma Guimarães.
 


Fotos: Reprodução da "Rebelião de Stonewall



“Portanto, Stonewall foi um marco decisivo na vida de todos nós, enquanto seres pensantes, e nunca deverá ficar só na memória, é preciso agir, pois a luta ainda não acabou. Atualmente o Stonewall Inn, reaberto em 1991, recebe turistas de todo o mundo, porém o fato é que a nova geração não sabe nada sobre Stonewall, os jovens estão perdendo parte de sua essência”, finaliza Tree.

Fonte: G.Online – 26.06.2009




Vídeo: Youtube


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