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terça-feira, 25 de março de 2014


Uma série para (quase) desistir: LOOKING

Quando foi anunciado que a HBO iria produzir uma nova série com a a homossexualidade como tema, eu super sambei no Louboutin! Afinal, o canal é um dos que tem a produção ímpar quando se trata de produtos televisivos. E séries como TRUE BLOOD, GAME OF THRONES, SEX AND THE CITY (In Memoriam ☹), GIRLS e outras mais, são ótimos exemplos de como eles investem bem o dinheiro nos roteiros em que acreditam. Então, era certeza de que LOOKING seria meu novo vício. Ledo engano...


Nuca curti muito escrever sobre séries que ainda estivesse em seu início, como muitos sites e blogs fazem por aí, pois acho meio sem sentido dizer que tal série é boa ou ruim se ao menos ter passado uma boa parte dos episódios. Até tive vontade de fazer um post no final do ano passado sobre as novas séries que estrearam no período, tendo assistido os 2 primeiros episódios de cada uma elas, mas desisti ao constatar que seria inválida a minha análise com tão pouco material visto. Daí quis ter realmente mais tempo antes de falar sobre LOOKING, que estreou em janeiro desse ano, mas adivinhem? Mesmo após o término da curta primeira temporada da série, só foram exibidos 8 episódios, continuo ainda não tendo uma opinião concreta se gostei do que vi ou não...



O grande problema de LOOKING, ao meu ver, consiste em focar sua trama na vidinha super rotineira de 3 personagens gays nada cativantes e sem grandes conflitos, moradores da cidade gay-friendly de São Francisco. Patrick, personagem vivido por Jonathan Groff (GLEE), é o mocinho lindo e confuso, que vive a procura do príncipe encantado, meio sem saber escolher direito. Augustin vai morar com o namorado, mas quer que o relacionamento seja sexualmente aberto. Porém, ele e seu parceiro parecem sofrer de ressaca moral, pois ficam se questionando se deveriam fazer esse tipo de coisa, sempre após rolar uma sessão a três. Já Dom é o clichêzaço do gay maduro que não aceita a idade que tem. Procurando envolver-se, praticamente, apenas com garotos mais novos e tendo uma vida profissional trabalhada na pasmaceira, já que há anos é garçom de um mesmo restaurante. 
 


Descrevendo assim a gente até acha que a coisa não pode ser tão mal, né? Mas o chato de LOOKING é que nenhum desses problemas possuem grandes dramas! Tudo é mostrado de forma cor-de-rosa demais, sem preocupação demais e com zero pretensão a fazer militância. Mais parece uma série que foi criada para mostrar para a sociedade que os gays conseguem seguir um padrão “heterossexualizado” de vida, sabe? Se existem gays certinhos assim na vida real? E como tem! Acho até que sou um deles. Agora se vale a pena assistir algo assim tão romance água com açúcar? Eu já não tenho tanta certeza... Até porque de imediato traçamos um parâmetro entre LOOKING e a saudosa QUEER AS FOLK, série onde havia uma abrangência bem maior do estilo de vida gay e que não pedia desculpas em mostrar de forma mais crua a realidade da vida de seus personagens.


Os gays de LOOKING são apáticos e limpinhos demais, no sentido de se mostrarem como personagens assexuados de novela das 6, e também por estarem apenas preocupados com seus próprios umbigos. Algo deveras pecaminoso numa realidade atual onde ainda existe tanto o que se batalhar nessa causa: homofobia, união civil, violência, etc.


Resumindo, a série não vem a ser a pior coisa do mundo, mas é decepcionante por não ousar, não se atrever, não sair do ponto morno constante, parecendo mais um coito interrompido, pois quando pensamos que irá acontecer algo de relevante na vida desses garotos nada levados, a coisa volta ao seu momento filosófico da adolescente global MALHAÇÃO ou o episódio termina, sendo o tempo de exibição bem curto. O que vem a ser mais outro ponto contra, já que as curtas séries da HBO sempre tendem a ter episódios com duração de mais de 01 hora, como podemos comprovar nas que citei no início.


 E porque não desistir de LOOKING? Bem, o fato é que o público assistiu essa primeira temporada e deve ter aprovado sua temática, já que uma segunda foi confirmada, não sendo isso algo assim tão positivo, pois grande parte desse mesmo público tem reclamado mundo afora justamente por esperar mais do que se mostrou em cena. Mas o fato é que a premissa é boa e o elenco também, só basta tirar esse tom cor-de-rosa da série que tudo ficará bem. Então, é torcer para ver se com as reclamações os seus criadores acordem pra vida e façam algo mais digno de se assistir. #oremosemglitter


Vídeo: Youtube

14 comentários:

Luciana disse...

Eu adorava a série Queer as Folk, era uma delícia!
Tinha muito cara lindo junto, só isso já empolgava, rsrsrs, mas ela era muito mais!
Quando vi o anúncio dessa nova pensei que seria mais ou menos do mesmo tipo, eu não vi, mas que pena que não tá sendo legal.

Anônimo disse...

Sei lá, não vi por esse angulo. Achei q quis mostrar mais o lado comum dos gays, q são como heteros. Acho q a série não quis criar esteriotipos, pelo contrário, quis tirar.

Alessandro disse...

Sim, anônimo, mas esse lado comum dos gays apresentado na série não é interessante. A série é um produto comercial, e como tal deve trazer um gancho mais empolgante para que possa prender o público. Como falei no texto, claro que existem gays assim como os retratados, mas parece que a série que mostrá-los de forma mais "aceitável" para a sociedade e isso é chato

Anônimo disse...

Alessandro, mas será q é pq vc é gay, e de repente o público alvo pode ser o hetero? Sei lá, eu sou hetero e achei bacana esse lado da série. Acho até q o ponto alto dela é justamente esse, casais, relações comuns como de qq casal seja gay ou não. Vc citou Girls, e acho q a série segue meio q isso: algo bem natural, dia a dia, rotina de pessoas bem comuns. Não sei, acho q a série ajuda bastante e algumas pessoas q ei conheço tem gostado justamente por isso.

Anônimo disse...

Alessandro, gay certinho??? HAHAHA CONTA OUTRA VAI

Alessandro disse...

Então, anônimo, o que me preocupa não é retratar a vida gay comum e sim não ter ganchos dramáticos o suficiente para prender atenção do público

Alessandro disse...

Anônimo, sou certinho sim, para seu governo :)

Anônimo disse...

bom, até aí sex and the city sempre foi superficial...um grupo de mulheres de classe média alta consumindo (muito!) todas as grifes vendidas como "must have" pela indústria, magras e sem grandes conflitos da vida. e não venha me dizer que eles se aprofundavam em qualquer drama exposto na série...miranda era workaholic, a típica mulher definida como "bossy" (no sentindo pejorativo que adoram usar) mas nunca sofreu de verdade com isso. era neurótica sim, mas de um jeito inócuo.
charlotte não pode engravidar? ah, bora importar um bebê da china!

samantha tem câncer? hmmm, as mulher é tão foda que vai continuar um vulcão sexual não importa o que aconteça! e claro, com um amante novinho que morre de tesão por ela...

Carrie prefiro não comentar, só a ideia de ela ser uma jornalista com uma coleção imensa de sapatos de grife me mata de rir (acho que a realidade salarial da classe não muda muito independente do país).

Rafael Oxn. disse...

concordo em tudo com o que vc disse! série chata! chata, chata, chaaaata ¬¬

bom não era surpresa que teria uma segunda temporada (afinal HBO nao dá ponto sem nó), mas o fato deles quererem fazer algo "diferente" de QAF, deixou a série chata! Trocar o sexo pelo drama (qual drama??) ainda não é uma boa escolha ...

Eu acredito que da segunda não passa, até prq outras ótimas séries da mesma emissora como how to make it in america (nossa como essa era legal) e até enlightened só duraram 3 temporadas (o que é realmente uma pena), enfim Looking se não trocar de roteiristas, se não almentarem a duração dos espisódios, e não tornar a trama mais "suja" afunda logo logo!

Ps: a série é tão chata que nao tem UM personagem legal ... não mentira tem aquela amiga loira que nem nome tinha :D

Rafaela Souza disse...

Concordo com o texto,a serie nao é a pior coisa do mundo, mas nao tem nada que te prende, o Patrick as vezes lembra um adolescente e o Agustin é o mais chatos de todos, so nao abandonei pelo Dom, é o que eu mais gosto na serie.

Anônimo disse...

Na verdade nem sempre a HBO acerta, eu não consigo seguir Girls por exemplo, e essa também não me prende.

Leocádia Joana disse...

As únicas que assisti do primeiro ao último episódio foram Queer as Folk e Sex and the CITY!

Ale disse...

A série looking com Russell Tovey tem feito a diferença no que o mundo gay é uma visão mais realista do que nós sempre acreditamos, sem tantos preconceitos e os mesmos problemas que todos têm

Matthews disse...

Esses comentários são bons para mostrar que nós seres humanos temos jeitos muito diferente de pensar e de agir.kkkkkkk, eu amo essa série!!!

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Apimente bem gostoso com o seu comentário, gostando ou não do que foi publicado, mas tente ao menos ser coerente e educado na opinião dada, visse? Eu não sou obrigado a escutar desaforos no meu espaço e te devolvo o baile com gosto de gás! rsrsrsrsrs

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