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quarta-feira, 23 de abril de 2014


Educar na base da cinta

Lembro que fui uma criança que nem chegou a aprontar tanto assim na infância, mas que quando isso acontecia, sempre era algo que realmente não deveria ter feito de forma alguma e, por isso mesmo, acabava levando uma “pisa”(surra) babadeira de mamãe, já que papai sempre deixava que ela cuidasse desses assuntos educativos.

Hoje, me encontrando na fase adulta, tenho total consciência de que os tais corretivos aplicados foram mais benéficos que maléficos, pois o castigo só me era infligido quando eu fazia algo errado e merecia muito levar umas boas palmadas para tomar prumo na vida e aprender desde cedo a reconhecer limites.

Não cresci todo trabalhado na revolta ou cheio de traumas por conta disso. Até porque as “pisas” de mamãe não tinha intenção de me machucar seriamente, mas fazer com que eu repensasse nos atos cometidos e não achasse que poderia ter a liberdade para fazer o que bem quisesse.

Hoje em dia, algo assim não é visto com tão bons olhos como antigamente, que era algo até bem corriqueiro e banal de acontecer. Mas me pergunto, será que às vezes esses antiquados corretivos não deveriam voltar a ser aplicados pelos pais, já que, atualmente, os filhos acham que podem fazer tudo que der na telha? Não respeitando ninguém, inclusive a eles próprios? Até onde a liberdade e os limites de uma criança podem ir, já que nessa fase, e também na adolescência, o diálogo, por vezes se torna inútil?

Sei que o assunto é bastante delicado, até porque devemos repudiar sempre a violência, principalmente a infantil. Só gostaria mesmo de saber a opinião de vocês sobre o assunto e tentar entender um pouco a tão liberta e libertina juventude atual, pois ela me parece, quase em sua totalidade, um tanto quanto desrespeitosa com seus genitores e com o mundo em geral.

Vídeo: Youtube



O vídeo acima mostra uma mãe aplicando o corretivo em sua filha de 12 anos, depois que descobriu que a mesma postou fotos seminua no Facebook para chamar atenção. Teria sido essa a alternativa correta a se tomar?

42 comentários:

Fernanda Cruvinel disse...

Com certeza! Se essas vadias que ficam postando fotos nuas e fazendo videozinhos por aí tivessem levado umas boas surras, teriam o mínimo de senão de educação e moral para não fazem isso.

Fernanda Cruvinel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Olha Ale, apanhava quando criança também, mas sou adepta da boa conversa com meus filhos, porém tenho certeza que muitos crimes não teriam acontecido se seus praticantes tivessem tido uma mãe como essa daí!!

Fernanda Cruvinel disse...

*Senso de educação e moral para não fazerem isso

lea disse...

olha na minha época nem tinha facebook e eu já apanhava de cinta se fizesse algo errado, não morri por isso e aprendi a respeitar e ter limites, hoje nao pode bater ne, por isso que os filhos estão por ai, espancando os outros na rua, se mostrando na net pra qqer um, batendo foto debaixo das saias da mulherada,,vai me dizer que isso não e falta de uma boa cinta????prontofalei.

Anônimo disse...

Na minha experiência eu posso dizer que levei umas boas chineladas de pai e mãe. Hoje sou mãe e já dei uns tapinhas, no entanto, observei que não foi eficiente para imprimir minha mensagem educativa. Por isso, deixei isso de castigo físico de lado. Já o castigo clássico, aquele restritivo tem dado resultado. Tenho adolescentes e nunca mais precisei apelar pros tapinhas de tempos atrás. Temos que impor respeito aos filhos e isso não depende de castigo físico, é uma coisa moral, subjetiva. Pra chegar nesse ponto de se expor como essa adolescente fez, a linha tá solta há muitos anos.

Cris disse...

apanhei muito, mas sempre na hora e medida certa..
nunca apanhava de graça..
se serve pra educar, uma boa surra é bem vinda sim!

Anônimo disse...

Concordo Ale! Também apanhei diversas vezes na infância e adolescência, todas as surras foram merecidíssimas. Claro que espancar é diferente de umas palmadas, mas com certeza é uma forma válida de impor limites e princípios e que hoje em dia foi deixada de lado por muitos pais.

Anônimo disse...

Sou a favor da "psicotapa", quando criança apanhei e muito, mas nem por isso me tornei revoltada com o mundo e parti pra ignorância. Até agradeço minha mãe pelos tapas que recebi, hoje sou quem sou pela educação que recebi, e não pelos tapas que levei.

e meus filhos que pensem que não vão levar um tapa na bunda ou um puxão de orelha....faz bem pra criação.

Você só aprende que não pode por a mão no fogo depois que se queima...é a mesma coisa quando faz algo errado, só aprende a não fazer se a consequência o fizer pensar antes de refazer.

Luiza Mariana. disse...

Não sei até que ponto isso foi corretivo. A linha entre "palmadas para corrigir/ensinar" e o espancamento é muito tênue, até porque ninguém começa a bater quando está calmo.
Eu acho certas atitudes degradantes e até selvagens.

Anônimo disse...

Acho que o mais humilhante foi o que essa mãe fez com a filha!
Chorei com a menina!

Anônimo disse...

porrada nela

Anônimo disse...

Concordo plenamente com você ALe.
Mas hoje qualquer tapinha é tradado como agressão e as crianças não aceitam mais, pois escutam desde muito cedo que isso é crime. E as crianças hoje são tão informadas que falam em conselho tutelar e acabam até ameaçando os pais, por qualquer tapa que levam

Denise disse...

Palmada nunca matou ninguém, por isso que hoje em dia a criançada dá até tapa na cara de pai e mãe, já vi isso muito por aí. Meus pais sempre iam na base de uma boa conversa e muitas vezes palmada se preciso fosse. Acredito que assim vc cresce sabendo o limite das coisas...

Mariel disse...

Apanhava muito. Aprontava muito. Hoje dou graças a minha mãe por ter me colocado na linha.

Anônimo disse...

Apanhei muito quando nova e sinceramente, o corretivo é necessário sim. Infelizmente, por mais que se ensine o certo, pra fazer bonito o filho vai e faz o contrário, porque infelizmente nessa idade, somos um inconsciente coletivo ambulante. Os valores e caráter, vão aparecer apenas nas horas mais tensas ou até mesmo depois de um trauma.
Na adolescência esquecemos de tudo, inclusive que há perigo nas coisas. Quem nunca fez alguma coisa que muitas vezes não era do seu feitio, porque o "amigo" disse que era bom demais? ou que era legal demais?

Anônimo disse...

Como dizia minha mãe quando me batia: "É melhor apanhar em casa do que apanhar na rua" Hehehe... Confesso que quando criança a achava uma ditadora, contudo, hoje percebo que foi para o meu bem, pois muitas vezes é bem mais válido para a educação uma boa tapa do que uma conversa. Não estou dizendo que não se deve dialogar, até porque minha mãe sempre conversava comigo para que não fizesse ou repetisse algo de errado, mas sim que uma vez tendo sido a criança advertida ou por incorrer em algo extremamente grave, como foi o caso do vídeo, é mais educativo uma boa surra.

Anônimo disse...

Com certeza essa não é a melhor maneira...diálogo e castigos não físicos são as melhores saídas para educar um filho.

Anônimo disse...

Ale, gosto muito do blog por abordar temas tao polemicos e atuais. Parabens! Eu apanhei qdo era crianca, e hoje tenho tres filhos, mas acho mais eficiente uma boa conversa, o dialogo, e estar proximo dos filhos, em duvida, é a melhor maneira de educar. Nao acho correto o q essa mae fez, e acho q se a menina tivesse um acompanhamento proximo seria menos propensa a ter esse tipo de comportamento.

Vanessa disse...

Acho que na verdade existe crianças e crianças. Tem criança que so aprende no tapa e tem as qgue na conversa vc consegue levar, mas antes de ter una filha de 12 anos pelada no face ou um filho prendendo o filho dos outros no poste umas palmadinhas são bem vindas. Antes eu batendo que querendo ou nao sera com amor do os outros da rua.

Valéria M. disse...

Eu acho que a questão é COMO se aplica o corretivo. Eu fui disciplinada com varinha de goiaba desde os 3 anos de idade até os 11 (as disciplinas foram cada vez menos frequentes, porque davam resultado). Por que isso? Porque desde pequena os meus pais conversavam comigo sobre o certo e errado. Me ensinavam a ter bom senso, a respeitar meus irmãos, a não mentir e acima de tudo, eles sempre me falavam que me amavam e por isso eu tomaria as varadas. Todas as vezes que tomei as varadinhas (sempre no bumbum, nunca nas pernas e braços) eu já sabia que aquilo aconteceria por ter consciência que meu ato estava errado. Meu pai me levava no meu quarto e me dizia: papai vai te dar essas varadinhas no seu bumbum, porque eu te amo e quero o seu bem. Eu virava o bumbum e ele dava umas 5 varadas...Quando acabava, ele dizia: Filha, você sabe que o que você fez está errado? Você entende porque não deve fazer isso? Você está arrependida? Eu respondia sim, sempre...E então ele dizia:que bom minha filha que você está arrependida, fico feliz que você não vai mais fazer. Você ama o papai? Me dá um abraço...Fim. Isso sempre me impressionava, mesmo quando criança. Cresci com a consciência de que meus pais me amam e queriam que eu fosse uma pessoa boa. E COM CERTEZA vou repetir o procedimento com meus filhos. Haja o que houver...digam o que for. Vou seguir a direção dada pela Palavra de Deus: " A estultícia está ligada ao coração da criança, e a vara (a correção) a afastará dela". Então pra mim isso nem tem discussão! Mas sou completamente contra espancamentos, humilhações, surras...isso pra mim merece prisão!

disse...

Valéria disse tudo. O castigo físico se faz necessário em alguns momentos, mas penso que essa mãe passou um pouco dos limites. Acho q a filha mereceu um corretivo, mas que fosse aplicado com amor e jamais exposto nas redes sociais, aí torna-se humilhantes...

lili disse...

BEM FEITO!

Anônimo disse...

Imagina a decepção dessa mãe? Sinceramente, foi extremo, mas se ela não prender e tomar uma atitude extrema dessas agora, sabe-se lá o q pode acontecer com essa guria. O mundo é muito mais cruel e violento do q essa surra q ela tomou.

NatáliaM. disse...

Váleria falou tudo, comigo acontecia algo bem parecido e nem por isso fiquei louca, revoltada ou sentida com meus pais, espero ser capaz dar o mesmo tipo de educação aos meus filhos. Até hj muitas pessoas elogiam o quão educada sou, ainda mais num mundo louco e sem limites como o que vivemos hj. Tenho certeza que essa menina chora mais de arrependimento e vergonha do que de dor propriamente dita. Apesar de não ter conseguido entender o que mãe falava é nítida a decepção dela para com a atitude da filha e garanto que o sofrimento da surra está sendo bem menor do que o que pode vir a ser causado pelo mundo diante de tamanha exposição (as fotos postadas seminua). Não vi nada demais, mesmo diante de cenas assim, não acho bonito ninguém apanhando porém acredito que nem essa garota nem nenhuma das outras que aparecem no video farão coisa parecida nunca mais na vida. O que será ótimo para elas.

Céu disse...

Bom dia!! Ale, assim como boa parte dos comentários eu já levei minhas varadas, mas nunca sem ter um motivo . Eu tive na casa dos meus pais os dois lados da moeda, uma mãe que batia quando necessário e um pai que dialogava e educava pelo olhar, o olhar dele dizia tudo. Agradeço os bons tapas que levei não me tornei uma revoltada muito menos uma psicopata social por conta dos castigos disso. Sou a favor do tapa para educar não do espancamento, o que está mãe fez foi dar a filha uma lição, já que ela queria atenção nas redes sociais ela (a mãe) daria desta forma. Agora como fica a cabeça desta menina sendo humilha duas vezes, na primeira se expondo e agora sendo exposta.

Anônimo disse...

Acredito que mesmo para umas "palmadas educadoras" exige muita maturidade dos pais, e sim nem todos os pais tem maturidade o suficiente para saber a hora certa e os motivos de fato merecedores de umas palmadas educadoras.Pra muitos pais comeca assim, uma palmadas sem a intencao de machucar,uma vez ou outra, mas daqui a pouco eles tao mais sem paciencia,estressados, cansados e já tem consciencia do efeito das palmadas e elas comecam a ser mais recorrentes. Alguns casos a crianca ou adolescente apronta um pouco fora do usual (e quando me refiro apronta um pouco fora do usual nao me refiro a situacoes como a do video nem nada dessa grandiosidade) e os pais comecam sim a querer machucar, com a intencao de penalizar mais forte e com aquela velha frase : só me ouve com as maos, tem que bater mesmo e pra valer só assim aprende. Assim vira um ciclo vicioso. Nao questiono aqui a maturidade ou experiencia de nossos pais que é inegavel ser infinitamente maior que a dos filhos, apenas acredito fielmente que mesmo para palmadas educadoras sem a intencao de machucar deve - se sim ter muito mas muita maturidade e reflexao por trás,e saber que nao é qualquer coisa que se resolve com esse tipo de educacao,mesmo que esta tenha "efeito mais rapido". Tenho 20 anos e sei como a minha geracao esta carente de conversas de efeito,nao sermao,mas sim conversa, escutar e refletir sobre o que nossos pais dizem,assim como tambem em alguns momentos ter um pouco de espaco pra falar também. Sabemos que pra uma parte a conversa nao resolve, mas assim como a convivencia,educar, conversar amadurecer em uma relacao de crescimento entre pais e filhos é um exercicio arduo e diário. E repito exige muita maturidade pra saber quando realmente necessario umas palmadas,e que continuo firme de nossos pais sao infinitamente mais maduros e responsaveis do que nós filhos, mas que tambem fique claro que paternidade e maternidade nao traz OBRIGATORIAMENTE a maturidade necessaria, ela cabe a quem aceita-la. Talvez se minha mae tivesse refletido mais vezes sobre as palmadas educadoras, tivesse tido mais paciencia pra conversar, tivesse gritado mesmo, tivesse me dado o minimo espaco pra falar hoje eu conseguiria dizer que amo ela.Apanhei muito, algumas vezes mereci sim palmadas, mas palmadas e nao agressoes que recebi, mas apanhei muito sem necessidade,nunca meu pai pode me defender pq se nao a coisa toda tomava proporcoes maiores. Hoje nao me considero traumatizada. Nunca me droguei,nunca cheguei bebada em casa ou sai escondido,náo me tornei uma pessoa violenta. Casos e casos a parte, mas nunca me desceu essa historia de fulano ser drogadinho ou violento devido ao que passou em casa, pelo contrario sempre pensei que por passar por isso jamais deveria ser assim,mas algumas consequencias ficam: hoje nao consigo falar que amo minha mae, pois nao sei se esse sentimento é verdadeiro,mesmo adulta nao falo a minha opniao nao me expresso, pois ainda hoje nao tenho esse direito,pois sou filha devo ouvir quieta,nao consigo receber carinho da minha familia,pois nao me é confiavel a mesma mao que me agride me dar afeto e isso se extende até mesmo a pai e irmaos que nunca foram agressivos. Fica aqui o desabafo, essa questao de palmadas educadoras vai muito mais além de bater ou nao bater. E tudo isso que desabafei aqui nao quer dizer que sou contra umas palmadas vez ou outra.

Anônimo disse...

A QUESTÃO BATER PARA EDUCAR OU BATER PARA MACHUCAR?

POR CAUSA DOS PAIS NÃO PODEREM BATER PARA EDUCAR A CRIANÇA OU ADOLESCENTE É QUE TEM TANTA GENTE QUE NÃO PRESTA NESSE MUNDO.
APANHEI DOS MEUS PAIS MAS PQ FIZ PIRRAÇA E SOU UMA PESSOA MUITO MELHOR PQ SABIA DA AUTORIDADE DOS MEUS PAIS SOBRE MIM. HOJE EM DIA AS CRIANÇAS DEITAM E ROLAM EM CIMA DOS PAIS E AINDA SÃO CAPAZ DE IR NA POLÍCIA E DENUNCIAR.

LUCIANA S.

Fabiane França disse...

Olhando essa mulher batendo na filha de cinta revivi algumas surras que levei da minha mãe e lembrei com um sorriso no rosto. Por que!? Porque eu, hoje sei que foi o melhor a ser feito, já que teria repetido meu erro se não tivesse apanhado. Eu era um pouco (hahaha!) metida a saber tudo e contrariar o resto do mundo.
Sorri ainda, porque, mesmo com as surras, eu jamais a odiei, jamais desejei seu mal; hoje sofro por morar longe dela e vejo que nenhuma surra, em qualquer momento, me fez mudar meu sentimento para com ela. Quem ama, educa!
Alguns educam batendo, outros, conversando. O problema é a criança, adolescente não aprender com nenhuma das duas correções.
Ah, e minha mãe me bateria no meio da rua, pra eu apanhar e ainda passar vergonha, se fosse igual ao caso mostrado.

Marcia Baratto disse...

Curioso, atuei algum tempo na área penal e a única constante entre todos os acusados e condenados que eu conheci forem ter pais e mães exatamente como essa do vídeo.

A violência é algo bem complexo de se explicar, nunca tem causa e motivação únicas, mas seres humanos aprendem por repetição e experiência, isso ninguém duvida mais.

As chances de você ser violento, se for tratado com violência, são maiores. Simples assim. Que ninguém se iluda, o mal existe e você ser simplesmente muito ruim e machucar muita gente sem nunca ter levado um tapa, mas a violência é algo que também socializamos.

Bater não é educar, educar não é deixar sem limites.

E o vídeo acima é de um machismo atroz. Quer dizer que mostrar o próprio corpo é um desrespeito tão grande a outra pessoa (mas pera aí, o corpo não é menina, como pode ofender a mãe???) que a punição é uma surra?

Cadê a responsabilidade dessa mulher em alertar para os riscos da exposição, cadê a solidariedade como mãe e mulher em dizer como o mundo machista trata a exposição do corpo feminino?

'Ah bate mesmo' e perpetua a cultura que autoriza o estupro, denigre e menospreza o fato de que você nasceu mulher, (seu corpo é sempre pecaminoso, não pode ser exposto, nunca...) e manter o 'direito dos homens' ao sexo e a criminalização das mulheres que o querem.

Machismo, quando pratico por mulheres, para mulheres é uma merda mesmo.

Eu denunciaria sem pestanejar essa mãe na delegacia mais próxima.

Kukla disse...

Eu costumo volta e meia contar alguma das muitas surras que levei ao longo da minha vida. Mamãe fica triste, diz que faço isso para provocar. Mas a verdade é que hoje, me divirto com tudo isso e agradeço demais. Na hora da pisa eu reclamava, mas sei que se meus pais não tivessem sido mais duros comigo, eu hoje seria um monstro. Bem verdade é que mamys não pegava leve não, mas nem por isso sou revoltada. E caso eu tenha filhos, a base será a mesma que recebi e como dizia mamãe: "chama os direitos humanos que eu bato neles também"

Anônimo disse...

bem delicado meeeeesmo! concordo com muitos pontos que a márcia baratto disse, realmente, a cultura do estupro sempre cai sobre a mulher, e castigar com uma surra reforça isso.... acho que em situações delicadas como essa, claro que falar sobre seria o melhor caminho... mas nao acho que seja simples, nem algo que venha de uma hora para outra...

mas discordo da parte do denunciar sem pestanejar.... acho isso complicado. a mãe tb é um ser humano, que veio de uma país com uma cultura machista, não sabemos tb como foi a criação dela, a historia dela, entao nao podemos esperar que ela saiba oq significa essa ação...e nesse momento pode ter sido desesperador ver a situação que a filha se colocou, de tamanha exposição, e o que isso pode causar. mães tb se desesperam, surtam, e nem sempre sabem o que fazer, qual a melhor atitude tomar. existe uma pressão muito grande para que mães nao errem, para que não se descontrole, mas nao é nada fácil.

hoje, vejo muitas mães no limite, trabalham o dia todo, as vezes dois empregos, tem que ser mulher, mãe, profissional impecável, manter-se magra, ir na ginastica, ser saudavel, ser boa esposa, fazer tarefas de casa, deixar a casa impecavel, ser mãe exemplar, as vezes ate perfeita...

isso pode deixar uma pessoa no limite... é desesperador! sem contar essa questão dos valores... é difícil mudar do dia pra noite, será que essa mãe tem esses esclarecimentos sobre a cultura machista, e tudo oq fazemos de errado para perpetuar isso?

por isso acho que denunciar por um único motivo é perigoso... tudo deve ser tratado com cuidado... afinal é uma mãe e sua filha, essa mãe as vezes precisa tanto de esclarecimentos quanto sua filha... senão, mais uma vez caímos na punição da mulher... a mulher bateu na filha, pronto, denuncia essa maldita...gente, nao é bem assim...


tomemos cuidado com esse julgamento todo, pois a sociedade em que vivemos hoje é de extrema exposição, e de posições extremistas, cai um vídeo na internet, todos os olhos vorazes já estão em cima querendo dar um parecer imediato...


quanto aos tapinhas, gente, tomei tapas, e uma única vez tomei uma cintada, pq aprontei mtooo, e nem por isso, como mtos disseram, sou revoltada, violenta, e meus pais sempre prezaram pela conversa, tanto que tenho mta liberdade para expor oq penso com meus pais, e sempre tive, dialogo sempre é o melhor caminho, óbvio, mas nao significa que pais tb nao sejam humanos... nao podemos generalizar tudo...

Eu concordo com disse que adora esse blog pq sempre toca em temas mto interessantes, e que valem discussão... isso ae, discussão, sem brigas, pessoas debatendo questoes importantes...

beijos a todos!

Dan

Marcia Baratto disse...

Dan

não se precisa de mais de um motivo para uma denúncia. 'Esperar' vários crimes é o que justifica tantas mulheres assassinadas por companheiros, por exemplo.

Antes da prisão da senhora em questão, ela seria encaminhada para o conselho tutelar, ouviria muitas conversas sobre como não bater na filha. Não denunciar é perpetuar a ignorância e a violência.

Viver num mundo machista, ter dupla jornada de trabalho é nossa condição de opressão, não é desculpa para que possamos oprimir outros, especialmente quando são nossos filhos, seres humanos pelos quais somos diretamente responsáveis.

Cleycianne disse...

Isso, mulé! Bate mermo nessa vadiazinha!!

Anônimo disse...

uma coisa é levar uma duas tres cintadas ,isso ja é terrorismo espancamento.REPUDIO NAO CONCORDO!

Anônimo disse...

eu concordo Marcia, mas me preocupa ao mesmo tempo... hoje vejo muitos discursos inflamados, em prol de denunciar mães, mães que batem nos filhos, mas penso até onde vai o limite entende? uma mãe dando um tapinha num filho que se joga no chão no supermercado, será que vira razão pra mandar pro conselho tutelar? nós esquecemos que nem todo mundo tem boas intenções, tem gente que simplesmente gosta de invadir o espaço do outro, a sociedade tem o prazer de julgar, dizer como deve ser feito, e tenho medo sim de um lugar onde exista uma cartilha de como criar um filho...

e aí a mãe, nao pode mais por lei dar um tapa, oq ela vai fazer? terrorismo psicologico? tb é violencia... por isso acho que sair mandando td mundo pro conselho tutelar talvez naos eja a solução...nem digo nesse caso, realmente é delicado... vou pensar ainda sobre o assunto rsrs

políticas publicas visando prevenção sempre seria o melhor caminho... cultura, esclarecimento, senso crítico, apoio a mulher e a criança, um sistema onde ambos estejam amparados... pq o sistema de punição é falho...

mas isso é aquela velha questão né, dá mto trabalho, e nao é intere$$ante pro governo.

Beijos!
Dan

Anônimo disse...

Uma exibe o corpo na rede e a outra a punição... Parece que a mãe não entendeu que educar é necessário mas o show é dispensável.

Anônimo disse...

Eu sou totalmente conta qualquer tipo de tapa como corretivo, acredito que a educação eh exemplo, e como serei exemplo se ensino que tudo bem agir com violência quando alguém faz algo que eu considero errado?
Nunca na minha vida meus pais sequer encostaram a mão em mim, e fico chocada com a quantidade de pessoas aqui que acham isso certo. Acho lamentável.

Anônimo disse...

Os sons do estalo da cinta são vintages pra mim!( risos)
Lembro de levar uma "coça" da minha mãe cada vez que algum comportamento meu fosse errado. Não sou a favor disso hoje em dia, mas me parece que a velha frase "deveria apanhar pra aprender" às vezes faz falta. Tenho sobrinhos pequenos e quando são chamados a atenção pelos pais já saio de perto por doi em mim. Mas que a vida muito libertas de crianças e jovens preocupa muito, o bom é sempre direcionar a algo que não é agradável a eles como castigo, sou a favor de uma ação e não do tal cantinho do castigo. Enquanto pensa no que fez, que ao menos algo produtivo saia!

Rodrigo Martins

Diana disse...

Ale, concordo muito com você.
Apanhei bastante quando criança, mas tenho consciência de eu tbm não era fácil. Acho educativo (quando vc tbm não tenta matar a criança, né?!), e acredito que se hoje, essa cambada de criança mal educada apanhasse mais, teríamos muito menos problemas.

sorico100987 disse...

muitos aki devem ter mais de 25 anos e llembram como era muito bom a vida com disciplina em meados da decada de 80 e 90, cantavamos o hino nacional, so entravamos na escola se tiverssimo uniformizados,....agora hj, o professor nao pode falar nada contra o aluno que ja abuso, ja chamam o conselho tutelar, ja querem processar o professor ou o pai.......resumindo o menor de idade esta com a faca e o queijo na mao......ta um saco viver junto vom essa nova geraçao

Anônimo disse...

Sou a favor de surras na educação chinelo e cinta apanhei da minha mãe e hj apanho na bunda da minha mulher ela diz que homens são sempre meninos e continuam precisando de correção

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