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quarta-feira, 11 de março de 2015


Uma virgem ou uma prostituta

Volta e meia eu tento, aqui no Pimenta, fazer com que as mulheres reflitam sobre o que pensam e falam sobre as outras mulheres, já que, diferente do que alguns leitores possam pensar, eu não estou aqui para julgar atitudes ou tipos físicos de seu ninguém ( Hulkyanne é a única exceção, que o corpo daquela racha me assombra mesmo!!!! Não nego, visse? ), apenas me atentando a criticar, na maioria das vezes, as roupas usadas ou algum comportamento esdrúxulo das celebridades. Afinal de contas, quem sou eu para sair apontando o dedinho esmaltado, a não ser para mostrar que é aquele bofe ali que eu desejo pelado na cama, né não?

Por isso mesmo, sempre que aparece uma leitora chamando alguma famosa de puta, vagabunda,  gorda, velha, disso e daquilo, fico meio assustado, sabe? Já que o tom usado me parece ser extremamente agressivo, violento, com um certo revés preconceituoso e me pergunto: para que tanto ódio entre as mulheres, hein?

Não sou nem um pouco politicamente correto, e nem pretendo ser, que fique claro. O mundo já anda chato demais para que existam patrulhas sobre "besteirinhas" escritas pela internet. Mas comentar determinadas coisas com palavras odiosas, apenas por estar encoberto pelo anonimato virtual, não exime o fato de que essas palavras publicadas com o intuito de "causar", infelizmente, determinam a personalidade tortuosa de quem as escreve sim! E isso é bem triste...




Fotos: Mert & Marcus


Vejam o exemplo da cantora Madonna. Ela, que sempre levantou a bandeira das mulheres, sendo extremamente julgada por outras mulheres, justamente por não querer divisão de sexo, classe social, de raça ou seja lá o que for, lutando para mudar essa visão. Hoje em dia, continua sendo julgada do mesmo jeito, agora com o atenuante de ser uma senhora de 56 anos, idade em que uma sociedade repressora e machista acha que mulheres deveriam ficar em casa fazendo tricô, cuidando de gatos e assistindo novelas na TV.

Numa entrevista à edição atual da revista gay OUT, a cantora acredita que muita coisa mudou para os gays e para os negros desde o início de sua carreira, mas pouco para as mulheres e desabafa:

“As mulheres ainda são avaliadas por suas bundas. Mulheres ainda são o grupo mais marginalizado. Ainda formam o grupo que as pessoas não vão deixar mudar”. 

“Você ainda é categorizada – ou é uma virgem ou uma prostituta. Se tem certa idade, não pode mais expressar sua sexualidade, ser solteira, ou sair com homens mais novos. Um homem [na mesma situação] nunca seria questionado ou criticado”.

O desabafo de Madonna reflete muito o que, principalmente, as mulheres pensam uma sobre às outras. Sabem porque? Se existem homens vomitando machismo mundo afora, grande parcela de culpa também é de vocês, mulheres! Ou acham que os homens são educados a pensar no sexo feminino como ser inferior por quem, se a educação deles é proveniente, em quase toda a sua totalidade, por mulheres? 

Não estou querendo colocar, obviamente, a culpa toda disso em cima do sexo feminino, pois sei que tem gente que nasce já com uma personalidade direcionada para o mal. Mas quando vocês chegam em seus filhos e falam para eles não se aproximarem daquela "putinha" mal falada do bairro, vocês acham que estão ajudando a si próprias? Não, né? Quando chamam aquela mulher madura, a que gosta de se arrumar bem, se maquiar, andar decotada, dançar, se divertir e paquerar os boys, de velha safada, vocês acham que estão ajudando a si próprias? Também não! E aquela fulana que foi enganada por um homem casado, que se dizia solteiro para ela, mas que você chama de vagabunda para baixo, hein?

Os exemplos de machismo proveniente das mulheres são intermináveis e aterrorizantes de se constatar, demonstrando o desrespeito existente e, sendo assim, propagando a ideia de que elas merecem ser o tempo todo julgadas. E essa opressão feminina precisa ser exterminada urgentemente! Pois, talvez assim, os assombrosos números de violência mental e física contra elas possam ser devidamente combatidos e baixarem até chegar a um nível zero, para  que não nos deparemos mais com manchetes desse tipo, onde marginais colocam as vítimas como culpadas dos crimes a que foram submetidas:




Reflita um pouco (muito) sobre isso, mulher!!!! Não dói e ainda é de graça!

Link para a notícia


P.S.: Esse texto foi feito para que possamos debater sobre o assunto e não estou dando espaço para comentários maldosos, ok? Não entendeu o que eu quis dizer no post? Questione! Não gostou do que leu? Debata sobre! Só não chegue com acusações ou querendo ser dona/dono da verdade, pois o comentário será ignorado. 

O mal do ser humano ainda é não saber dialogar com educação.

11 comentários:

Letícia disse...

Parabéns!

Anônimo disse...

Eu amei essa entrevista inteira! Ela representa muito mais o feminismo do que certas cantoras que usam essa causa pra se promover e ainda distorcem o significado da causa... YOU GO MADGEEE!

Gisele disse...

Oi Alê!
Ocorre que o machismo é uma ideologia. Uma ideia que parece naturalizada e, por isso, entranhada nos indivíduos. Homens e mulheres. Serve para justificar os privilégios de uma classe dominante, fazendo parecer tudo muito natural é lógico. Assim, mulheres se oprimem mutuamente e competem entre si dentro de uma forma de pensar que parece a mais natural, entende? E cabe a todos perceber e mostrar que não é. Por isso, muito bem, seu lindo!

Pimentas disse...

Obrigado, Gisele! É que fui criticado por alguém que, com toda a certeza, não deve ter entendido meu ponto de vista. Beijos

Kelli disse...

Amei e sempre defendi que Madonna tem todo o direito de ser como é ou quer pois Mick Jagger é mais velho ,rebola muito no palco e não vejo tanta critica a seu comportamento por exemplo . E tbm acho que não só os homens nos oprimem mas também as mulheres , tudo é é feio , indecente , ridículo ou o que o valha , e muitas vezes são os homens que vem em nossa defesa . Obrigada seu LINDO

Luna disse...

Qual esposa traída nunca xingou a outra de vagabunda? Eu kero saber!!

Anônimo disse...

pode e deve xingar a outra!

só não pode esquecer de incluir o safado na conta.

Sara Sampaio disse...

Alessandro, você disse tudo o que eu penso. Eu fui educada pelos meus pais para respeitar os outros, e eles sempre me ensinaram a não discriminar outras mulheres. Mas infelizmente eu sou minoria.
Eu li ontem esta matéria com o estuprador que culpa a vítima, e me senti tão mal. O velho pensamento de que uma mulher que não se dá ao respeito não pode exigir respeito é o mesmo deste estuprador, mas geralmente as pessoas não chegam a um grau tão alto de violência. Vivemos em um mundo doente.

Marcia Baratto disse...

Mas Ale, tome cuidado com a falsa simetria. Mulheres podem ser machistas? Óbvio que sim, mas olha a disparidade de violências cometida por mulheres contra mulheres e homens contra mulheres.

Mulheres chamam outras de vagabundas? Sim. Mas homens que odeiam mulheres, as matam. É só olhar para as estatísticas, 98% dos homicidas de vítimas mulheres, são homens!

E vem cá, educação não é função da mulher não meu caro, quem afirma isso com todas as letras é o machismo, mas está longe de ser a realidade.

A sociedade educa muito mais do que as mães (até por que, no Brasil a maioria das mulheres sempre trabalhou para ajudar no sustento da família), e eu me pergunto: cadê os pais?

Nenhum homem tem dever algum com o fim da discriminação contra mulheres?

Responsáveis pelo fim de todas as discriminações, somos todos: homens e mulheres.


Tem muito mais farinha nesse angu do que a 'fofoca' que mulheres machistas comentem contra outras mulheres. Não afirmo que está tudo bem reproduzir machismo, mas oh, tem uma diferença de poder tremenda sobre a opressão que homens e mulheres machistas exercem. E o fim desse sistema todo implica em reconhecer essas diferenças.

Érica disse...

Se pensarmos ainda na situação das mulheres negras e pobres ou ainda das lésbicas, o preconceito e discriminação são ainda maiores, por isso, um viva à Madonna e a todas as mulheres que não se calam!!!!

Tia Pri disse...

O debate sobre esta questão dos xingamentos entre mulheres é bastante pertinente.
Devemos sim questionar, posto que isto faz parte da cultura do machismo, em nos transformar em inimigas e, desta forma, causando uma desunião que acaba por nos afastar umas das outras. Consequentemente, somos cooptadas, sem perceber, a não questionarmos de onde vem esta "verdade absoluta" de que mulheres não são amigas, só sabem fofocar e falar mal umas das outras.
Isto não é verdade.
Sou mulher, tenho amigas, tenho desafetos, tenho companheiro, tenho desejos, vontades, raivas. Enfim, tenho uma vida normal. E não carrego dentro de mim o ranso de ficar patrulhando a vida alheia.
Claro, tenho 33 anos, e aprendi ao longo deles, que já fui muito reprodutora do machismo, e não me dava conta disto até iniciar leituras e debates sobre o tema.
Tenho amigas que me apoiam, e que tb as apoio. Vivo num mundo em que, ao pegar um busão com uma motorista mulher, tenho que brigar com mais de 40 pessoas, para que parassem de xigar ela de tudo quanto é coisa, pq "mulher dirigindo Rio Doce-Piedade, é um absurdo, pq é um caminho muito dificil" (oi?). Então assim, é lógico que devemos levantar esta lebre em tudo quanto é lugar, inclusive, para a propria pessoa que levanta a lebre, tb refletir sobre o que está escrevendo (posto que, num dos comentários acima vi vc agradecendo as informações que uma menina deu sobre o que vem a ser machismo e tals..).Achei válido, achei massa.

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Apimente bem gostoso com o seu comentário, gostando ou não do que foi publicado, mas tente ao menos ser coerente e educado na opinião dada, visse? Eu não sou obrigado a escutar desaforos no meu espaço e te devolvo o baile com gosto de gás! rsrsrsrsrs

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