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terça-feira, 7 de junho de 2016


Me descobri preconceituosa

O momento atual brasileiro tá super bagunçado com esse Jogos Vorazes do Poder, onde pessoas tem se mostrado cada vez mais intolerantes com visões políticas diferentes e amizades sendo desfeitas apenas porque fulaninho acha que você não deve seguir seus próprios questionamentos. Aliás, se você tem um "amigo" radical assim, não fique triste por ele se afastar de você. Amigos verdadeiros não fazem esse tipo de coisa e chega até ser um favor você ficar consciente que essa pessoa não te respeita o suficiente para ser  realmente seu amigo. Então, vida que segue para ele e para você também. Não vale a pena estressar.

Mas bem, um fato muito legal que tem rolado atualmente também é que o povo do nosso país parece estar usando um tiquinho mais de sua massa cinzenta, debatendo bastante sobre diversos assuntos, e conseguindo analisar conceitos e preconceitos, mudando assim, seu modo de pensar. Claro que não são tantas as pessoas que agem assim, porém dá um sentimento de esperança que ainda temos jeito quando nos deparamos com depoimentos emocionantes, como foi hoje o caso da jornalista Beatriz Franco em uma postagem em seu perfil no Facebook, cujo texto reproduzo abaixo para vocês, pois me deixou bastante reflexivo e sinto que dormirei já já pensando sobre o mesmo.





Me descobri preconceituosa. Eu, que defendo tanto a igualdade de gêneros, de cor, de religião, que tenho amigos gays, nordestinos, evangélicos, jovens, velhos, com dinheiro e sem, até coxinhas e petralhas! Vários tipos de rótulos.


Explico: Nos últimos meses, minha área de trabalho – como muitas – está muito ruim. Em quatro meses não consegui quase nada. Então, depois de meses me enterrando num sofá perdendo tempo, vida e dinheiro, surgiu a oportunidade de ajudar uma amiga atendendo clientes em sua loja de doces. Quatro vezes por semana, período da tarde, remunerado. Uma boa forma de ocupar a cabeça, sair de casa e ter algum dinheiro. Foi aí que veio o primeiro julgamento: Eu, balconista? Jornalista, três idiomas, currículo em comunicação, trabalhando de touquinha na cabeça servindo os outros? Foi difícil tomar essa decisão, mas aceitei, estou precisando. 


Dias depois, a cena durante a tarde, limpando uma das mesas, ouvi dois clientes conversando: “Coloco acento em ‘tem’? Mudou com a nova ortografia?” “Não sei. Não entendo.” E eu ali me remoendo pra dizer “eu sei, eu sei!!!”. Mas, eu era só uma atendente e eles não iriam acreditar que eu sabia. Depois a barreira seguinte: conhecidos e colegas antigos entrarem na loja e me verem nessa função. “O que eles vão pensar? Eles não sabem como cheguei até aqui, que a dona é minha amiga, vão pensar que não dei certo na vida.”


Dá pra entender como isso é errado??? Era com essa inferioridade que eu via os outros atendentes, balconistas e nunca tinha percebido! Sentia vergonha por estar em um trabalho honesto, justo, que traz alegria para as pessoas, que auxilia os outros? Eu deveria é ter vergonha de mim por pensar assim, por tanta falta de humildade e empatia.


Por um preconceito idiota eu ia perder a chance de conhecer tanta gente nova como nas últimas três semanas, de ouvir tantas histórias de vida como sempre gostei de fazer, de aprender um novo trabalho, de ajudar uma amiga, de ter dinheiro pra comprar uma nova bicicleta, pra ir no casamento de uma amiga em outra cidade, de viver! Em tão pouco tempo, esse trabalho que eu achava tão inferior já me ajudou a estar mais feliz, disposta, a ter novas ideias, entender como uma pequena empresa funciona, a buscar cursos para aprender mais.

Como dizia meu avô: A vida não é como a gente quer, é como ela se apresenta! Então, estou aqui aceitando com muito amor e gratidão o que me foi apresentado. Aceitando novas formas de crescer e evoluir com, por enquanto, um preconceito a menos. Hoje, estou aqui, jornalista, tradutora, professora de idiomas, aprendiz de gestora e sim, atendente de um ateliê de doces. E o que mais precisar, a gente aprende a fazer também! E, modéstia à parte, eu tbm fico linda de touquinha! 


 

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